Denuncia: Promessa de dinheiro fácil, ‘Mandala’ chega em Pirassununga e região, alguém haverá de ser lesado no final

Grupos de Vendas no Facebook  de Pirassununga e região  têm recebido convites para participar de um novo modelo de negócios – chamado Giro da Solidário Derek “Mandala” – durante as últimas semanas. Na iniciativa, que já tem adeptos em diversas cidades brasileiras, um sócio recente investe certa quantia em dinheiro e indica novos integrantes para que multiplique os valores cedidos. O que muita gente não sabe é que esse esquema já é investigado pelas autoridades por ter características de pirâmide financeira, prática proibida no Brasil.

" Nestes dois dias o Jornalista Toni Oliveira do Pirassununga On,  participou em um dos grupos  para saber a respeito,  que tomou conta das redes sociais . O caso envolve a Mandala. Trata-se de um sistema, por meio de grupos no WhatsApp, que promete um ganho de ao menos R$ 1000 mediante o investimento de R$ 125. "

[caption id="attachment_1201" align="aligncenter" width="717"] A promessa de dinheiro rápido, por meio da indicação de amigos e familiares, é divulgada por meio das redes sociais / Print: Jornalista Toni Oliveira - Pirassununga On[/caption]

A palavra "Mandala" tem ganhado repercussão nas redes sociais nas últimas semanas . Você certamente já ouviu falar, ou foi convidado para participar dessas famosas pirâmides financeiras, que agora reaparecem como mandalas, uma aplicação financeira ilegal no Brasil e que promete ganhos multiplicados e garantidos aos participantes. Por ganância ou inocência, um número grande de poção-pedrenses tem participado do esquema que é considerado crime.

[caption id="attachment_1206" align="aligncenter" width="700"] Nenhum produto é comercializado, mas cada novo adepto investe cerca de R$ 125 / Print - Grupo Mandala[/caption]

Os grupos trabalham com valores em torno de R$ 125,00, para um ganho previsto de R$ 1.000,00. Através do aplicativo WhatsApp são formados os grupos e os convidados depositam o dinheiro diretamente na conta de quem o criou. Cada um dos participantes precisa convidar mais pessoas para dar andamento aos giros da mandala, afim de se chegar ao centro das camadas e então receber o montante, que supostamente seria bem maior do que o que foi investido.

[caption id="attachment_1207" align="aligncenter" width="700"] Os relatos das mulheres envolvidas na “Mandala” dão conta de que elas colhem também os benefícios emocionais e psicológicos. / Print - Grupo Mandala[/caption]

Mesmo que você conheça pessoas que já receberam dinheiro através deste tipo de movimentação, muito cuidado, especialistas em economia e juristas afirmam que além de ser crime, em algum momento alguém vai ser lesado. Em entrevista para a coluna Brasil Econômico do economia ig, o advogado e professor de matemática financeira, José Vieira Dutra Sobrinho, disse que a tendência natural, à medida que a pirâmide ou neste caso a mandala caminha, é que um número muito maior de pessoas vai acabar perdendo dinheiro, porque a corrente sempre se rompe.

Ainda de acordo com a publicação, a prática é enquadrada como um crime contra a economia popular tipificado no inciso IX, art. 2º, da Lei 1.521/51: "obter ou tentar obter ganhos ilícitos em detrimento do povo ou de número indeterminado de pessoas mediante especulações ou processos fraudulentos". Até o momento, a Polícia de Poção de Pedras não recebeu queixas de perdas financeiras.

Pirâmide financeira

O economista Rubicleis Gomes, professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), explica que uma pirâmide financeira torna-se rentável apenas às pessoas que entraram no início. "Cada indivíduo vai contribuindo para quem está acima, de forma que, se alguém não fizer o depósito, o sistema se quebra. O problema é que muita gente vai depositar e não vai ganhar", diz.


Gomes salienta que esse tipo de negócio, que não é novo no país, normalmente tem vida curta. "Não é novo, só muda de figura e todos têm o mesmo princípio. Dependendo do sistema, em meses acaba caindo. Tanto quem ganha e quem perde comete crime contra a economia popular", finaliza.

Notícia falsa sobre legalidade da Mandala

Em uma montagem barata, participantes do esquema fraudulento divulgaram uma imagem falsa como se fosse matéria do portal G1.com, trazendo a notícia mentirosa: “Mandala a frebe da web acaba de ser legalizada e considerada como renda extra”.




Claro que além do erro grosseiro ao escrever a palavra "frebe", e da ousadia de usar o nome de um profissional respeitado daquele estado, o bando mentiu ao afirmar que a ARMAÇÃO teria sido legalizada.

Em sua rede social, o jornalista Caio Fulgêncio esclareceu que não se trata de matéria escrita por ele e ironizou: "Não escrevo "frebe". Beijos, Mandala! Matéria falsa, amigos. Matéria falsa!".

Da Redação de Jornalismo - Toni Oliveira - Pirassununga On
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