Polícia Civil prende primeiro suspeito do jogo da Baleia Azul no Brasil

A Polícia Civil do Pará chegou até o suspeito depois que a mãe de uma das vítimas denunciou o caso.

Na última quarta-feira (28), foi preso na cidade maranhense de Bequimão Jardson Cantanhede Amorim (20 anos), suspeito de envolvimento com o jogo Baleia Azul na região da baixada maranhense. A prisão foi realizada em ação policial com auxílio da Coordenação Geral de Inteligência da SENASP, da Polícia Civil do Pará e com apoio da Delegacia de Bequimão.

A prisão teve como base denúncias da mãe de uma vítima, que informou que sua filha estava cumprindo alguns desafios do jogo, realizando algumas lesões em seu corpo. Após investigações, a polícia descobriu que um dos envolvidos com o jogo aliciou a vítima através do Facebook, por meio de um perfil falso e, posteriormente enviou um convite para a vítima para participar do jogo.

De acordo com a polícia, a gravidade dos fatos cometidos pelo investigado são de difícil quantificação, em virtude da quantidade de participantes que foram identificados no grupo, cerca de 88 participantes, e a possibilidade de ter se comunicado com outras vítimas através das redes sociais.





Vítimas





Segundo a delegada, até o momento, duas vítimas já foram identificadas. Uma delas é uma jovem de 18 anos, moradora em Ananindeua, na região metropolitana de Belém, que chegou a cortar as mãos e braços durante os desafios. A outra vítima é uma jovem que mora em Portugal, que também se lesionou com cortes. Ouvido em depoimento, o preso negou ser curador do jogo da Baleia Azul. As investigações foram iniciadas há três meses, após a mãe da jovem de 18 anos ter procurado inicialmente a Seccional Urbana de Ananindeua, de onde foi encaminhada para a DPRCT, em Belém. Ouvida pela delegada Vanessa Lee, a mãe da jovem informou que a filha estava cumprindo desafios do chamado jogo da Baleia Azul e que chegou a cortar o próprio corpo com uma navalha para cumprir as provas repassadas em uma página na rede social Facebook.





Após ouvir os depoimentos, a delegada apurou, na época, que a página possuía mais de um curador do jogo. Um deles, que seria o maranhense, explica a delegada, efetuou o aliciamento da vítima paraense pelo Facebook, por meio de um perfil falso e, posteriormente, enviou um convite para a vítima para participar do grupo. Os jovens eram orientados a acessar uma outra rede social de origem russa denominada “VK”. Segundo informações coletadas na rede mundial de computadores, além do Pará, ocorreram casos semelhantes nos estados do Mato Grosso e Minas Gerais. Ao todo, as investigações identificaram no grupo um total de 88 participantes, mas o número de pessoas com as quais ele se comunicou nas redes sociais não pode ser mensurado.







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