Lula deixa o Sindicato dos Metalúrgicos a pé - STRINGER / REUTERS
A decisão de Moro foi tomada na quinta-feira (5). O líder petista foi até a sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, onde dormiu nos dois dias seguintes. Na manhã deste sábado ele participou de um evento em memória à falecida esposa Marisa Letícia e depois fez um discurso em que reafirmou a sua inocência às centenas de pessoas presentes.
“Eu não tenho medo deles, eu até já falei que gostaria de fazer um debate com Moro sobre a denúncia que ele fez contra mim, gostaria que ele me mostrasse alguma prova. Qual o crime que cometi neste país? E eu as vezes, eu tenho a impressão porque sou um construtor de sonhos, eu há muito tempo atrás eu sonhei que era possível governar esse pais envolvendo milhões de pessoas pobres, vagas nas universidades, empregos”, disse.
Saída de Lula: tentativa frustada (Manifestantes tentam impedir a saída de Lula do Sindicato dos Metalúrgicos/Reuters)
Lula afirmou ainda que se entregaria por não ter medo. “Eu não estou acima da Justiça, se eu não acreditasse da justiça, eu não teria feito um partido político, teria proposto revolução, acredito na Justiça, mas na a Justiça justa, baseada nas acusações, na prova concreta”, afirmou.
Ao lado do ex-presidente estavam a ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, o líder do MTST Guilherme Boulos, a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB), a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, Aloizio Mercadante, o senador Lindberg Farias, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, o vereador Eduardo Suplicy, entre outros.
Lula tentou ir por conta própria para a Polícia Federal, mas foi impedido pelos próprios petistas. Ele então conseguiu entrar em outro veículo, que depois passou a ser escoltado pela PF.

