Juiz Gustavo Moreira entendeu que a participação de Jonathan na reconstituição do crime não deixa dúvidas quanto à autoria dos crimes
Acusado de matar jovem durante carona é condenado a 42 anos de prisão. Vítima foi morta em Frutal (MG) após dar carona através de um aplicativo de celular Fotos: Rede Social / Policia Civil
Acusado pela morte de Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, Jonathan Pereira do Prado foi condenado a mais de 45 anos de prisão. De acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira (19) pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), o juiz Gustavo Moreira entendeu que a participação de Jonathan na reconstituição do crime, seguida da confissão, não deixa dúvidas quanto à autoria dos crimes presentes no inquérito policial.
Jonathan foi condenado por matar Kelly depois de pegar uma carona combinada pelo WhatsApp. Familiares da vítima contam que ela participava de um grupo de carona e tinha combinado de levar um casal de São José do Rio Preto (SP) para Itapagipe (MG). Antes de pegar carona, porém, Jonathan informou que a namorada havia desistido.
Já na estrada, o réu pediu que a vítima parasse o carro. Nesse momento, ele teria atacado a mulher, que desmaiou. Segundo o Ministério Público, a vítima sofreu constrangimento sexual, foi brutalmente agredida e enforcada.
O crime aconteceu em 1º de novembro de 2017, na rodovia MG-255, na zona rural de Frutal. No dia seguinte ao crime, na estrada rural que liga o município de Mirassol (SP) ao distrito de Mirassolândia (SP), ocultou o corpo.
Kelly Cadamuro, morta após dar carona pelo WhatsApp Foto: Rede Social
De acordo com Moreira, detalhes como a abordagem, a imobilização da vítima, o deslocamento da mesma para local ermo e o descarte do corpo no rio foram admitidos pelo acusado.
Jonathan vai responder por 42 anos, 11 meses e sete dias de prisão em regime fechado e a mais dois anos, 11 meses e sete dias em regime semiaberto.
Outros acusados
Outros investigados, que comprar objetos da vítima, como celular e rodas e pneus do veículo, também foram condenados. Um foi condenado a dois anos e seis meses de reclusão e a outros dois anos e oito meses de detenção.
Entenda o caso
A jovem foi morta no dia 1º de novembro durante uma viagem saindo de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, onde estudava e trabalhava, para Itapagipe, no Triângulo Mineiro, onde ia para visitar o namorado.O corpo de Kelly foi encontrado em um córrego, próximo ao KM 25 da rodovia MG-255. Ela estava seminua, vestida apenas com uma blusa.
A família reconheceu o corpo, e a calça que ela usava no dia do desaparecimento foi encontrada a cerca de 3 km de distância. Prado combinou que pegaria carona com uma suposta companheira. Quando a vítima chegou ao local combinado, contudo, só o homem estava.
O último contato de Kelly com a família ocorreu quando ela parou para abastecer o carro em um posto de combustíveis na BR-153, em Nova Granada, em São Paulo. Depois disso, os familiares não conseguiram mais falar com a jovem.

