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Entre essas pessoas, está Cleire de Souza, braço direito do prefeito de Morro Agudo, Gilberto Barbeti. Cleire já passou 8 meses na cadeia. Ela foi presa no ano passado durante a operação eminência parda, deflagrada pelo Gaeco.
A ex-secretária de administração e planejamento de Morro Agudo é suspeita de participar de um esquema de fraudes em licitações que desviou um milhão de reais e nesta terça-feira, voltou a ser presa.
Investigações apontaram uma rede formada por ex-prefeitos, ex-secretários, ex-servidores públicos, empresários e lobistas que manipulavam licitações para a compra da merenda escolar. alguns contratos passavam dos 8 milhões de reais.
O MPF indicou que as irregularidades sob investigação na segunda etapa da Cadeia Alimentar abrangem contratos de 23 municípios paulistas: Americana, Barretos, Barueri, Cubatão, Franca, Guarujá, Guarulhos, Iperó, Itapetininga, Jandira, Jarinu, Limeira, Marília, Morro Agudo, Paulínia, Peruíbe, Pirassununga, Porangaba, Rio Claro, São Carlos, São Roque, São Vicente e Sorocaba.
A Cadeia Alimentar investiga crimes de prática de organização criminosa, fraude a licitações, falsidade ideológica, corrupção e prevaricação relacionados a um esquema capitaneado por um frigorífico de Brodowski, indica o MPF.
A Procuradoria aponta que os investigados direcionavam licitações para favorecer a empresa mediante o pagamento de propinas, que giravam em torno de 10% do valor dos contratos. Para isso, segundo o MPF, eram utilizadas diferentes fraudes: simulação de concorrência, ajuste prévio de preços e inclusão de exigências técnicas nos editais que limitavam a participação de outros interessados.

