Placa Mercosul deve custar R$ 138 para carro, recomenda Detran

Modelo é formado por sequência de quatro letras e três algarismos - Henrique Nunes/Wikimedia Commons
Após seis adiamentos, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) definiu que o sistema Mercosul passa a ser obrigatório em todo o País nesta sexta-feira (31), mas não para todos os veículos. A nova placa passa a ser obrigatória nos casos de primeiro emplacamento.


O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) recomendou o preço das placas Mercosul em no máximo R$ 138,24 para carro, ônibus e caminhão e R$ 114,86 para motocicletas - os mesmos valores que já são cobrados atualmente pelas placas do padrão cinza. 

O preço, no entanto, vai poder variar de acordo com a empresa que o motorista contratar para fazer o novo emplacamento,  pois as placas devem ser vendidas pelas estampadoras diretamente ao consumidor, sem o intermédio do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), como acontecia até então.

O modelo Mercosul se torna obrigatório para o primeiro emplacamento ou troca do município de registro do veículo. Em caso de furto ou dano que dificulte a leitura da placa, o motorista também deverá efetuar a troca. Os condutores que não se enquadram nas obrigatoriedades podem, ainda, fazer a mudança por opção.

Como vai funcionar

Para o primeiro emplacamento, o motorista deve levar a nota fiscal e demais documentos a uma unidade do Detran para fazer o registro do veículo. "Com o CRV em mãos, a pessoa procura uma das empresas estampadoras credenciadas, conforme resolução 780/2019 do Contran( Conselho Nacional de Trânsito)", diz a autarquia. "O pagamento da placa é feito diretamente para a empresa estampadora escolhida pelo cidadão."


Segundo o Contran, a nova placa contém itens de segurança, como o QR Code, que possibilita a rastreabilidade, dificultando a sua clonagem e falsificação.

Formado por sequência de quatro letras e três algarismos, o modelo permite mais de 450 milhões de combinações. Considerando o padrão de crescimento da frota de veículos no Brasil, a expectativa é de que a nova combinação valha por mais de cem anos.

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