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| No meio da pandemia de Covid-19 e de uma grande alta no e-commerce, cerca de 100 mil funcionários dos Correios poderão entrar em greve neste mês de agosto. © Marcelo Camargo/Agência Brasil |
Segundo sindicatos que representam a categoria, com a paralisação, os funcionários querem impedir a estatal de cortar benefícios, como o adicional de férias de 70% e um tíquete alimentação de R$ 1 mil oferecido em dezembro, que não estão previstos na CLT.
Segundo os representantes, a direção dos Correios pretende acabar com concessões extras e adequar as demais à legislação, já que no atual cenário econômico afetado pela Covid-19, esses benefícios teriam se tornado "fora da realidade".
Na cúpula dos Correios, o discurso é de que esses benefícios ficaram fora da realidade, principalmente em um contexto de pandemia, com o tombo na economia e o aumento do desemprego. A economia anual com os cortes é estimada em R$ 600 milhões.
O lado dos Correios
O presidente dos Correios, general Floriano Peixoto, comentou que a proposta é "condizente com a situação financeira e realidade do país" e que, caso não seja aprovada, o caixa da estatal pode passar por um "grave comprometimento".A categoria de funcionários dos Correios não concordou com a mudança e apelidou a proposta de "pacote da maldade". Como as negociações com a direção não avançam, os 31 sindicatos que integram a principal federação de trabalhadores dos Correios aprovaram um indicativo de greve. No dia 4 de agosto, está prevista uma assembleia nacional para confirmar ou não a paralisação.
