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| Foto: Reprodução / jornal O Movimento |
A Justiça da Espanha condenou seis ex-executivos da Abengoa que atuavam no Brasil, inclusive a unidade Abengoa Bioenergia em Pirassununga, que foi vendida e está em recuperação judicial desde 2017 com dívidas de mais de R$ 1,5 bilhão. As penas definidas são de até dois anos de prisão por apropriação indébita, de acordo com informações da agência Efe. Segundo a Justiça espanlhola, os executivos se apropriaram de valores que superaram 3 milhões de euros entre 2011 e 2013.
Os executivos confessaram o crime em acordo firmado com a Procuradoria Anticorrupção do país europeu e se comprometeram a indenizar a companhia, que foi considerada como parte lesada no caso e renunciou às ações penal e cível.
O tribunal decretou dois anos de prisão para Juan Taín, que foi diretor-geral da Abengoa Bioenergia Agroindústria em Pirassununga; um ano e 11 meses para o ex-diretor de Recursos Humanos Luis Rafael Mazotti; e um ano e nove meses para outros quatro ex-executivos: Roberto Potenza, Javier Ramos, Fernando García e Carlos María Gambar.
Os juízes afirmaram que os réus “procuraram justificar esses aumentos fraudulentos de remuneração dizendo que se tratava de pagamentos extraordinários de bônus por motivos diversos”. Os pagamentos não foram aprovados pelos protocolos internos da Abengoa, mas ainda assim foram executados. Segundo o tribunal, os executivos ocultaram esses pagamentos de seus superiores, na matriz, contrariando normas internas da companhia. ( Com informações a Agencia EFE e Valor Econômico )

