
Margaret Keenan, 90, se tornou a primeira pessoa no mundo a receber a vacina da Pfizer/BioNtech contra covid-19 fora de um ensaio clínico (Jacob King/Pool/Reuters)
O ano de 2020 trouxe inúmeras experiências e, para cada indivíduo, uma provação particular. Os últimos 365 dias mudaram a vida de milhares de brasileiros. E, para a maioria, foi necessário seguir uma regra: distância dos familiares e amigos. Em um período tão complicado, no entanto, ainda é possível encontrar ensinamentos, lições e aprendizados.
No mundo pelo meno 1,8 milhão de pessoas morreram de covid-19 em 2020. Esse é o balanço deixado por um ano de pandemia de coronavírus, exatamente 12 meses depois de as autoridades chinesas alertarem pela primeira vez sobre uma pneumonia não identificada na cidade de Wuhan.
O que não se poderia imaginar é que, ao longo dos 12 meses seguintes, os infectados somariam mais de 80 milhões no planeta, com quase 1,8 milhão de mortos, mais de 190 mil somente no Brasil. O ano de 2020 seria trágica e definitivamente marcado pela pandemia do novo coronavírus.
O vírus trancou o mundo em casa. Impediu abraços, beijos, separou pais de filhos, avós de netos, casais, amigos. Destroçou famílias e foi cruel com as vítimas, que sucumbiram sem nem ao menos terem a chance do conforto, do carinho ou do olhar daqueles que tanto amavam. Impediu até o último adeus, com caixões lacrados e cerimônias proibidas nos cemitérios. A covid-19 nos atingiu também no coração.
O 2020 que chega ao fim para sempre contaminado pela pandemia deixa como consolo o avanço das vacinas e a esperança da vitória da Ciência sobre o vírus e a ignorância. Que 2021 entre para a história como um ano realmente novo, em que o mundo comece a se livrar do pesadelo da covid-19 e que a humanidade volte a ter a perspectiva de se reencontrar e, sobretudo, de se abraçar.