Coleta Seletiva: uma responsabilidade individual e Municipal

Nosso meio ambiente é o bem mais precioso que existe. Foto: Reprodução

Separar  nossos resíduos e disponibilizar para os catadores é uma ação muito importante, mas também precisamos cobrar de nossos representantes políticos (vereadores, secretário do meio ambiente e prefeito) e do Ministério Público, que o município tenha uma estrutura e políticas públicas que facilitem nosso engajamento e viabilizem melhores condições de trabalho e ganho para os catadores.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos Lei 12.305/2010 torna obrigatório que os municípios implementem a coleta seletiva e que inclua estrategicamente os catadores  de materiais recicláveis, priorizando aqueles organizados em cooperativas, associações ou outras formas de organização, para que este segmento tenha um fonte de renda permanente, ao mesmo tempo, que reduz custo de gestão.

Infelizmente, nossos representantes políticos não demonstram nenhum interesse em cumprir esta Lei tão importante tanto para o meio ambiente, quanto para a geração de renda de dezenas de pessoas, em nossa cidade.

O município pode e deve agir nas seguintes frentes: 


  •  Incluir a educação ambiental no currículo escolar e desenvolver campanhas permanentes e periódicas que visem a segregação correta dos resíduos e a valorização do trabalho dos catadores. 

  • Implantar coleta seletiva em todas as repartições públicas e prédios vinculados.

  • Criar pontos de entrega voluntárias de materiais recicláveis (PEVs).

  • Providenciar condições adequadas de trabalho para os cooperados, local e infra-estrutura básica inicial, além de equipamentos de proteção individual (EPIs). 

  • Promover a capacitação dos catadores.

  • Padronizar o acondicionamento da coleta seletiva para a população.

  • Exigir de todos os geradores de resíduos sólidos instalados em Pirassununga a implantação do programa de coleta seletiva. 


Com estas iniciativas, nossa cidade ganha por ter um aterro sanitário que recebe menos resíduos e vai durar mais, os catadores podem se organizar em cooperativas onde uma maior quantidade e diversidade de materiais podem ser armazenados e vendidos a preços melhores. E nós conseguimos nos inserir nesta estrutura criada pelo poder público e fazer a nossa parte com mais conhecimento, com menor dificuldade e gasto de tempo.

Sobre Ana Cristina Machado Vasconcelos
 
É formada em Gestão Ambiental pela Escola de Artes Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo e possui MBA em Tecnologias de Gestão Ambiental pela Escola Politécnica da mesma Universidade.

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