Entidades ligadas ao setor elétrico apoiam volta do horário de verão

 

O modelo foi abolido em 2019 pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mas especialistas afirmam que ele poderia retornar em 2021. © Pixabay

Um documento de entidades ligadas ao setor elétrico defende o retorno do horário de verão como medida emergencial para enfrentar a crise energética, informa a Folha.

Segundo o grupo de entidades, o horário de verão economizaria entre 2% e 3% do consumo no início da noite, reduzindo a necessidade de acionar usinas térmicas, que são mais caras e hoje resultam em aumento nas contas de luz.

As associações que assinam o documento, entre elas o Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), o ICS (Instituto Clima e Sociedade) e a IEI (International Energy Intiative), defendem ainda que, no longo prazo, o governo priorize o incentivo à eficiência energética para reduzir o risco de novas crises.

O horário de verão foi extinto em 2019 por Jair Bolsonaro, sob o argumento de que ele já não economizava muita energia e causava transtornos para alguns trabalhadores.

Com o agravamento da crise hídrica, porém, cresceu nos últimos meses o apoio ao retorno da medida, que adia em uma hora o fim do dia, garantindo melhor uso de iluminação natural em um horário de grande demanda por eletricidade. Entidades de turismo, restaurantes e shoppings também já se manifestaram a favor.

Ministério de Minas e Energia

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, o retorno do horário de verão seria inviável em 2021 no Brasil, ou seja, não deve voltar. Em nota,  a pasta explicou que “O Ministério de Minas e Energia tem estudado iniciativas que visam ao deslocamento do consumo de energia elétrica dos horários de maior consumo para os de menor, de forma a otimizar o uso dos recursos energéticos disponíveis no Sistema Interligado Nacional”.

“Nesse sentido, a contribuição do horário de verão é limitada, tendo em vista que, nos últimos anos, houve mudanças no hábito de consumo de energia da população, deslocando o maior consumo diário de energia para o período diurno. No momento, não identificamos que a aplicação do horário de verão traga benefícios para redução da demanda”, diz o ministério.


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