Búfalas podem ter sido enterradas vivas por fazendeiro em Brotas, diz polícia

 

Polícia encontra carcaças de búfalos mortos em fazenda de Brotas, no interior paulista - Polícia Civil de Brotas/Divulgação

De acordo com a investigação da Polícia Civil, algumas das búfalas que foram vítimas de maus tratos na fazenda São Luiz da Água Sumida, em Brotas, (SP), podem ter sido enterradas vivas pelos funcionários da propriedade. 

Das mais de 1056 búfalas que estavam no local, cerca de 36 estavam mortas e 22 estavam enterradas ou semi-enterradas na propriedade. As carcaças estão sendo desenterradas para coleta de materiais para exames.

Segundo a investigação dos policiais, a fazenda tinha valas para enterrar animais vivos e tentar escondê-los das autoridades. 

O que aconteceu com as búfalas de Brotas?

A Polícia Civil passou a investigar denúncias de maus tratos contra as búfalas que eram criadas na fazenda São Luiz da Água Sumida, em Brotas (SP). Funcionários da propriedade revelaram às autoridades que os animais viviam sem água e sem alimentação sob comandos do dono da propriedade, Luiz Augusto Pinheiro de Souza. “De uns três meses para cá, búfalos passaram a morrer por falta de comida e água. Cerca de 100 animais foram enterrados”, disse um dos profissionais.

O rebanho abandonado na fazenda fazenda Água Sumida é formado em sua maioria fêmeas, idosas, gestantes e filhotes. Divulgação/Polícia Militar Ambiental

De acordo com a Polícia Militar Ambiental,  era clara a “magreza acentuada, conceituando o quadro de desnutrição evidente, causada por insuficiência ou ausência de alimentos”.

O caso ganhou repercussão ao ser denunciado pelo programa Fantástico, da TV Globo, que também revelou uma pressão do fazendeiro contra o prefeito da cidade paulista para coibir as denúncias sobre as búfalas, que começavam a eclodir, especialmente por ativistas.

Após as denúncias e a repercussão, o fazendeiro  Luiz Augusto Pinheiro de Souza. A Justiça concedeu a tutela dos animais para a ONG Amor e Respeito Animal (ARA), que montou um hospital de campanha dentro da propriedade para tentar acolher as búfalas.

Os animais eram utilizados pelo fazendeiro para a produção de leite e queijo, mais caros do que os tradicionais produzidos pelas vacas.

O fazendeiro foi processado e já foi multado em R$ 2,13 milhões pela Justiça de São Paulo pelo cuidado aos animais. A Polícia Militar Ambiental também aplicou uma multa de R$ 1,45 milhão contra o fazendeiro. Luiz afirma que irá recorrer da decisão judicial.

Todo o conteúdo do jornal digital O Movimento é protegido pela legislação de propriedade intelectual e só poderá ser reproduzido mediante autorização expressa. 

Se tiver interesse em utilizar textos, vídeos ou fotos  publicados no jornal O Movimento, por favor entre em contato com o departamento comercial para adquirir direitos autorais: joromovimento@gmail.com

Postagem Anterior Próxima Postagem