| Estudantes em uma escola estadual em Ribeirão Preto, SP, em 2021. Foto: Chico Escolano/EPTV |
O secretário de Saúde do estado de São Paulo, Jean Gorinchteyn, anunciou hoje que as escolas paulistas não vão exigir que crianças estejam vacinadas contra a covid-19 para voltarem às aulas presenciais. Segundo o médico infectologista, a vacina é apenas um "dado adicional" de proteção, uma vez que os profissionais e servidores da educação já foram imunizados e as escolas são, em tese, ambientes mais seguros.
"Nós não condicionamos a volta às aulas ao processo vacinal [contra a covid-19], até porque todos os professores, toda a parte burocrática, que cuida da parte da administrativa das escolas, está devidamente imunizada", explicou Gorinchteyn em entrevista à CNN Brasil.
As escolas são cenários de proteção, já que têm distanciamento, distribuição de álcool em gel, obrigatoriedade de uso de máscara e inibição do acesso de qualquer criança ou servidor que apresente mínimos sintomas de resfriado ou covid. A vacinação é um dado a mais [de proteção], um dado adicional.Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde
Ele ainda afirmou que a orientação no estado é priorizar as crianças com comorbidades, como recomenda o Ministério da Saúde, "porque essas, sim, têm risco de desenvolver formas graves e fatais" da covid-19.
"Um questionamento feito pelo Instituto Seade, a pedido do governo de São Paulo, sobre a adesão dos pais para a vacinação de seus filhos mostrou que nós temos 86% na Grande São Paulo e 84% no estado de São Paulo de pessoas que vão vacinar seus filhos. [A expectativa é de] Uma adesão bastante significativa", acrescentou o secretário.
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