| Uma mulher ferida é vista após um ataque aéreo que danificou um complexo de apartamentos na cidade de Chuhuiv Leia mais. Imagem: Wolfgang Schwan/Anadolu Agency via Getty Images COMUNICAR ERRO |
Há 57 pessoas que morreram e 169 pessoas que foram feridas – incluindo feridos de combate e não-combatentes – na sequência de ataques das forças russas, disse nesta quinta-feira (24) o ministro da Saúde da Ucrânia, Viktor Lyashko.
| 24.fev.2022 - Bombeiros combatem fogo em um prédio após bombardeios na cidade de Chuguiv, no leste da Ucrânia. Imagem: Aris Messinis/AFP |
Falando direto no canal de televisão 1+1 da Ucrânia, Lyashko disse que hospitais e trabalhadores médicos também foram alvos de incêndio hoje – incluindo em Avdiivka e Vuhledar, em Donetsk – com baixas relatadas entre os trabalhadores médicos.
Entenda o conflito
Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer desta quinta-feira (24), as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país.
| 24.fev.2022 - Pessoas ficam ao lado do corpo de um parente estendido no chão após bombardeios na cidade de Chuguiv, no leste da Ucrânia. Imagem: Aris Messinis/AFP |
Horas mais cedo, o presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma “operação militar especial” na região de Donbas (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência).
| 24.fev.2022 - Soldados do exército ucraniano ficam ao lado de vários sistemas de lançamento de mísseis, depois que Putin autorizou uma operação militar. Imagem: Antonio Bronic/Reuters |
O que se viu nas horas a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev. De acordo com autoridades ucranianas, dezenas de mortes foram confirmadas nos exércitos dos dois países.
Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”. O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira.
Esse ataque ao ex-vizinho soviético ameaça desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos.
A Rússia vem reforçando seu controle militar em torno da Ucrânia desde o ano passado, acumulando dezenas de milhares de tropas, equipamentos e artilharia nas portas do país.
Nas últimas semanas, os esforços diplomáticos para acalmar as tensões não tiveram êxito.
A escalada no conflito de anos entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou a maior crise de segurança no continente desde a Guerra Fria, levantando o espectro de um confronto perigoso entre as potências ocidentais e Moscou.
(Com informações de Sarah Marsh e Madeline Chambers, da Reuters, e de Eliza Mackintosh, da CNN)