INÍCIO DO FIM? Os sinais de que a pandemia está a caminho do fim

UFA! - Namoro em Nova York: o fim das restrições permitiu a celebração do Dia dos Namorados sem máscara – Alexi Rosenfeld/Getty Images

Depois de assustar o planeta fazendo explodir as novas infecções, a ômicron dá indicações de estar perdendo fôlego. Na última terça-feira (15), a OMS anunciou pela segunda vez neste ano uma queda de número de novos casos positivos.

Além disso, vale destacar que, no período de 7 e 13 de fevereiro, houve uma redução de 19% em comparação ao total registrado nos sete dias passados.

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No Brasil, a semana também foi de boas notícias. A Fiocruz informou que, pela primeira vez em 2022, a taxa de ocupação dos leitos de UTI destinados a pacientes adultos com Covid-19 apontou melhora nos índices. É sempre difícil fazer previsões de qualquer ordem, sobretudo em relação a questões de saúde pública.

ÚLTIMA FRONTEIRA - Crianças: a proteção do público de 5 a 11 anos contribui para impedir o surgimento de variantes. Fabiano Rocha/Agência O Globo

Para o ministro da saúde, Marcelo Queiroga, o Brasil já assiste uma estabilização de casos da variante ômicron com uma tendência de queda. A análise foi feita durante evento que liberou R$ 160 milhões de reais para estados e municípios destinarem ao atendimento de pessoas com sintomas pós-covid-19. 

“Nós já assistimos a uma estabilização do número de casos da variante ômicron, com uma tendência de queda. A média móvel de óbitos ainda é uma média móvel em torno de 800 casos por dia. Nós não queremos essa média móvel, mas, se nos lembrarmos da variante gama, houve dias com mais de 3000 casos (de mortes) de média móvel. Então, sem dúvidas, avançamos muito”, ponderou o ministro.


Queiroga ainda ressaltou a importância da atenção primária à saúde no combate a covid. "Se nós tivermos uma atenção primária bem estruturada, naturalmente vamos precisar menos de leitos de terapia intensiva. E agora, nessa terceira onda causada pela variante ômicron, a atenção primária tem sido excepcional", afirmou.

Ainda que o mundo e o Brasil vivam a esperança da queda da transmissão do novo coronavírus após a onda da variante ômicron, os sistemas de saúde ainda terão um longo caminho pela frente. Isso porque grande parte dos infectados apresenta condições após a infecção pelo SARS-CoV-2. Apesar da afirmação do ministro da Saúde, é o futuro que preocupa os gestores da saúde, já que o Ministério da Saúde estima que cerca de 8,5 milhões de brasileiros poderão apresentar ao menos uma condição pós-covid.

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