Onda ômicron: média de casos no Brasil começa a cair rapidamente

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Desde o dia 06 de fevereiro, a média móvel de casos de covid-19 no Brasil entrou em estabilidade devido à queda de casos positivos. Para especialistas, isso pode ser o início do fim da onda causada pela variante ômicron, um cenário já visto em outros países. 

No dia 31 de janeiro, foi registrado o pico com quase 188.451 casos. Por quatro dias, a média permaneceu estável. A partir de 03 de fevereiro, a curva começa a descer rapidamente.

“O número de infectados é tão grande e de forma tão rápida, que, de certa forma, passadas algumas semanas, a gente observa que há uma diminuição importante daqueles que são suscetíveis a serem infectados. Isso acaba contribuindo para esse fenômeno que a gente está observando, que é uma queda da incidência de casos e que, em breve, deve ser acompanhada da queda tanto das hospitalizações como das mortes por covid-19”, explicou o infectologista Marco Aurelio Safadi. 

Outro detalhe importante é a taxa de variação de casos da doença. No meio de janeiro, esse índice no Brasil era 792% maior em relação ao início do mesmo mês. Hoje é cerca de -37%.

O cenário no Brasil é o mesmo que o registrado em outros países: uma subida vertiginosa num período de 20 a 45 dias, mas com o mesmo espaço de tempo para despencar.

Isso aconteceu na África do Sul, onde a variante ômicron foi identificada, e depois no Reino Unido. Essa queda de casos também começa a influenciar na redução de mortes no Brasil, que, após um mês, apresenta um índice de estabilidade.

Apesar da média de mortes se manter estável o patamar está elevado, o brasil não tinha mais de 800 mortes diárias desde agosto de 2021. A situação ainda exige cuidados, principalmente por causa do feriado do carnaval. Manter o distanciamento, o uso de máscaras e higienização das mãos ainda são cuidados imprescindíveis.

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