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A subvariante BA.2 da cepa da covid-19, a ômicron, já foi detectada em 57 países, informou a OMS (Organização Mundial da Saúde) na terça-feira (1). Em alguns países ela representa agora mais de metade dos sequenciamentos de ômicron coletados.
Em seu boletim epidemiológico semanal, a OMS explica que há um aumento notável no número de casos relacionados à BA.2, que pode ser mais contagiosa.
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Apesar disso, a BA.1 e a BA.1.1 –as primeiras versões identificadas– seguem representando mais de 96% dos sequenciamentos de ômicron incluídos no banco de dados global GISAID.
A OMS pede mais investigações sobre as características da BA.2, com o objetivo de se conhecer melhor sua transmissibilidade, seu escape imunológico, suas propriedades e virulência.
Linhagem mais capaz de infectar vacinados
A variante BA.2 tem cinco mutações únicas em uma parte fundamental da proteína spike que o vírus usa para se ligar às células humanas e invadi-las. Mutações nesta parte do vírus, conhecida como domínio de ligação ao receptor, são frequentemente associadas a uma maior transmissibilidade.
Segundo pesquisadores dinamarqueses, além de a BA.2 ser substancialmente mais transmissível do que BA.1, ela também possui propriedades imunoevasivas que reduzem ainda mais o efeito protetor da vacinação contra a infecção.
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