Substâncias cancerígenas são encontradas na água de Pirassununga (SP)

 

Substâncias estavam acima dos limites e não podem ser eliminadas por filtros ou fervimento. © Gettyimages

Um levantamento divulgado pela organização Repórter Brasil nesta segunda-feira (07) apresenta dados preocupantes quanto à qualidade da água que chega às casas dos cidadãos do país. Em 763 cidades brasileiras, a água da torneira foi contaminada com produtos químicos e radioativos, com significativo potencial cancerígeno.

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Os dados utilizados no levantamento são resultados de testes feitos, entre 2018 e 2020, por empresas ou órgãos de abastecimento e enviados ao Sisagua (Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano), do Ministério da Saúde. Os testes são feitos após o tratamento e a maioria das substâncias encontradas não pode ser removida por filtros ou fervendo a água.

Em Pirassununga, por exemplo, as substâncias perigosas encontradas acima do limite de segurança na água que chega às casas, foram, Atividade alfa total (Radioatividade)  e Rádio-228 (Radioatividade) ( link dos dados ). 

Atividade Alfa

A Atividade Alfa é classificada como cancerígena para o ser humano pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), órgão da Organização Mundial da Saúde. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), as partículas alfa são “extremamente perigosas” se inaladas ou ingeridas. Os radionuclídeos, como a atividade alfa total, são empregados nas ciências médicas como fontes de radiação.

Rádio-228

O Rádio-228 é classificado como cancerígeno para o ser humano pela Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), órgão da Organização Mundial da Saúde. O rádio tem sido utilizado como fonte de radiação para o tratamento do câncer, em radiografias de metais e combinada com outros metais como fonte de nêutrons para pesquisa e calibração de instrumentos de radiação.

Quando essas substâncias estão acima do limite, a água é considerada imprópria para o consumo. Nesses casos, as instituições de abastecimento deveriam informar a população sobre o problema, assim como sobre as medidas tomadas para resolvê-lo. Postura não adotada pelo  Serviço de Água e Esgotos de Pirassununga (SAEP- SP) que opera na cidade. 

Mapa da Água em Pirassununga. Imgaem: Reprodução / ONG Repórter Brasil 

Os riscos são maiores para quem bebe a água imprópria de forma contínua, ou seja, diversas vezes ao longo de meses ou anos. 

O jornal " O Movimento " entrou em contato com o Serviço de Água e Esgotos de Pirassununga (SAEP- SP) por e-mail e solicitou manifestação sobre a matéria, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.

Acesse o levantamento completo clicando aqui. 

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