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| Fotos mostram idosos em situação degradante, seminus, desnutridos, sujos com suas fezes, deitados e dormindo no chão. Fotos: Arquivo pessoal |
O Asilo de idosos em Descalvado (SP) foi liminarmente interditado, nesta segunda-feira (4/4) pela Justiça a pedido do Ministério Público do Estado de São Paulo ( MPSP) e após o recebimento de relatos envolvendo maus-tratos aos moradores.
A instituição ligada ao Asilo e Lar Evangélico das Assembleias de Deus (Asilar) - Lar Redenção, ficou ainda impedido de receber qualquer novo idoso até a conclusão do processo, assim como de aceitar valores ou bens de abrigados ou de seus familiares. A multa estipulada para caso de descumprimento é de R$ 50 mil por idoso.
De acordo com a liminar, o abrigo e seus administradores receberam prazo de cinco dias para transferir todos os idosos para outras instituições regularizadas ou para os cuidados de parentes. O abrigo tem também cinco dias para entregar, aos familiares ou às novas entidades, toda a documentação e todos os valores de propriedade dos acolhidos, sob pena de multa de R$ 5 mil por idoso e por dia de atraso.
O promotor de Justiça Lucas Corradini da Silva instruiu a ação com relatos e fotos mostrando idosos nus, dormindo no chão em meio a urina e fezes. Uma ex-funcionária afirmou ter presenciado a oferta de alimentos malconservados e com larvas. Relatório técnico aponta para a falta de acompanhamento por parte de profissionais da saúde e a ausência de práticas recreativas e de lazer.
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| Fotos mostram idosos em situação degradante, seminus, desnutridos, sujos com suas fezes, deitados e dormindo no chão. Fotos: Arquivo pessoal |
Os autos apontam que a única atividade disponível eram os cultos evangélicos, realizados quatro vezes por dia, dos quais os idosos precisavam participar ainda que tivessem outra ou nenhuma religião.
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| Asilo de Descalvado é investigado pelo MP após denúncia de maus-tratos. Foto: Reprodução/Facebook |
Diante dos fatos apresentados e registrados em imagens, o Ministério Público do Estado de São Paulo ( MPSP) requisitou investigação policial contra os responsáveis pela instituição para apuração de eventuais crimes previstos no Estatuto do Idoso.


