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| Por ora, não é possível prever se o fenômeno ficará em alto-mar, afetando apenas a costa leste dos estados do sul do Brasil. Foto: Inmet Twitter/Reprodução |
Desde a tarde de segunda-feira (16), Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão em alerta para os efeitos da tempestade subtropical Yakecan. A previsão é de que o fenômeno, batizado de Yakecan, chegue primeiro à costa do Rio Grande do Sul, passando, depois, por Santa Catarina e Paraná, além do sul do estado de São Paulo.
As rajadas de vento podem chegar a 100 quilômetros por hora e evoluir ao longo desta terça-feira (17), segundo explicou o diretor do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Miguel Ivan, durante coletiva de imprensa nesta segunda.
A Marinha, que classificou como “tempestade subtropical”, afirmou que o deslocamento previsto para o sistema é na direção oeste/noroeste, em direção à costa do gaúcha, ocasião na qual poderá ser classificado como tempestade tropical, entre as noites de terça e quarta (18). O nome do ciclone vem da expressão “Yakecan”, que significa “o som do céu” em tupi-guarani.
Marcia Seabra, coordenadora de Meteorologia do Inmet explicou que toda frente fria tem um ciclone extratropical associado. “Essa [frente] em específico passou o ciclone extratropical, só que se desprendeu dessa frente. Isso faz com que ele mude de categoria e vire um ciclone subtropical, porque está bem no extremo sul do Rio Grande do Sul”, disse.
Risco de desastre
O diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), Armin Braun, afirmou que os órgãos responsáveis já iniciaram os avisos de risco de desastre no Sul do país.
“Já estamos em coordenação com os municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Já nos comunicamos com Ministério da Defesa, Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, Ministério da Cidadania e Ministério da Saúde. Sugerimos cadastrar o celular no número da Defesa Civil. 40199. com CEP onde mora para receber informações de alerta no celular”, disse.
Braun informou também que há risco de queda de árvores, postes e interrupção no fornecimento de energia elétrica. Segundo ele, é ideal que as pessoas busquem locais protegidos no momento de ventos mais fortes. Ele orienta “desligar a energia da tomada e fechar a saída de gás do botijão nos momentos de ventos mais fortes”. “Autoproteção e proteção comunitária são muito importantes”, disse.
Intensidade do ciclone
Ivan afirmou que ‘não há razão para pânico’. “A quantidade de ventos chega a 70 quilômetros por hora. Até 120, é tempestade tropical. Acima de 120, é furacão. Não está classificado como furacão, mas pode virar. Há possibilidade de que isso aconteça em um ou dois dias”, disse.
Seabra disse que a frente fria [prevista para essa semana] já se aproximou do Rio de Janeiro, o que provocou chuvas de granizo e tempestades isoladas no estado.
