![]() |
| O colecionador de arte Gilberto Chateaubriand, em foto de 2006. Foto: Leo Aversa |
Morreu, na tarde desta quinta-feira (14), Gilberto Chateaubriand, aos 97 anos, um dos maiores colecionadores de arte do país. O diplomata mantinha um acervo com mais de de oito mil obras de nomes importantes das artes plásticas, como Lasar Segall, Guignard, Candido Portinari, Iberê Camargo, Lygia Pape, Lygia Clark e Hélio Oiticica.
Familiares informam que Chateaubriand morreu "de causas naturais", na fazenda Rio Corrente, em Porto Ferreira, e onde estão algumas peças de sua coleção. A maior parte do acervo — 6.600 obras — foi cedida ao Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, em regime de comodato, em 1993.
Na fazenda que mantinha no interior de São Paulo, onde cultivava soja e cana, Chateuabriand passava a maior parte do tempo, sempre na companhia dos cachorros, tornando o seu apartamento carioca, no Leblon, um pouso cada vez mais raro.
Nascido em Paris em 1925, Gilberto Francisco Renato Allard Chateaubriand Bandeira de Mello era filho da francesa Jeanne Paulette Marguerite Allard com Assis Chateaubriand, um dos maiores empresários das comunicações da história do Brasil, dono dos Diários Associados e fundador do MASP, em São Paulo.
Dono de uma memória impressionante, Gilberto Chateaubriand sabia exatamente o que havia adquirido, e em que ano. A preocupação do colecionador com "seus artistas" — mais de 500 — era uma das características mais citadas por pintores, escultores e fotógrafos que integram a prestigiada coleção, cujo foco principal é modernismo brasileiro e arte contemporânea, a partir dos anos 1960/70.
![]() |
| Gilberto Chateauriand e parte de sua coleção. Foto: Vicente de Mello |

