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| Imagem ilustrativa (Marcelo Camargo/Agência Brasil) |
No últimos 60 dias dois casos de suicídio, "com um caso em Porto Ferreria no dia 29 de agosto e de uma caso ocorrido no dia 1º de outubro em Pirassununga" vieram à tona por meio de blogs e compartilhados nas redes sociais, levantado uma série de reflexões, entre elas, o motivo no qual o jornal "O Movimento" não noticiou as ocorrências e os riscos do compartilhamento de vídeos e fotos das vítimas na intenet.
Algumas entidades como o Centro de Valorização da Vida (CVV) defendem que o problema de saúde pública seja abordado com responsabilidade por veículos de comunicação a partir das diretrizes do Manual para Profissionais da Mídia, da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Manuais de redação de grandes empresas jornalísticas brasileiras proíbem que seja dada visibilidade aos casos de suicídio. Há uma espécie de acordo extra-oficial da imprensa, sem registros de quando começou, que determina a exclusão dos atos suicidas dos noticiários.
No Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros o tema não é abordado diretamente, porém, no artigo 11, é determinado que o jornalista não divulgue informações de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos, especialmente em cobertura de crimes e acidentes.
O assunto já foi considerado um tabu para os veículos de comunicação. Campanhas como Setembro Amarelo, dedicada à conscientização da prevenção ao suicídio, são pautadas pela imprensa no Brasil.
Compartilhar imagens das vítimas de suicídio pode influenciar outras pessoas
Estudos alertam que dar visibilidade para casos de suicídio pode influenciar outras pessoas a fazer o mesmo. As pesquisas indicam que em algumas situações pode ocorrer o chamado efeito "copycat", ou seja, de imitação da prática, fazendo com que vários episódios semelhantes ocorram por causa da divulgação. Fotos e vídeos das duas ocorrências foram compartilhadas em massa na internet
Pessoas que sofrem com depressão e não conseguem buscar ajuda de profissional de saúde ou, mesmo aquelas com risco de suicídio, podem ainda buscar apoio em conversas com os voluntários do Centro de Valorização da Vida (CVV), em parceria com o SUS (Sistema Único de Saúde), pelo número 188. Por esse canal de comunicação, os cidadãos recebem apoio em momentos de crise.
Em casos de emergência, a população deve recorrer ao Samu 192, às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Pronto-Socorros. ( Jornal O Movimento / Agência SyndiGate, distribuição de conteúdo. Proibido a reprodução )
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