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| Instituto recruta voluntários para teste de vacina contra chikungunya. © Rubens Cavallari / Folhapress |
O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital paulista, está recrutando 750 voluntários adolescentes, de 12 a 17 anos, para participar dos testes da fase 3 da primeira vacina contra a chikungunya, infecção viral transmitida por mosquitos, como Aedes aegypti, o mesmo que causa a dengue.
Segundo informações da Agência Brasil, o imunizante já se provou seguro e eficiente em pesquisa realizada nos Estados Unidos com 4.115 adultos, e agora está em fase final de aprovação no órgão regulador norte-americano.
Para fazer parte da pesquisa, o interessado deverá fazer o cadastro no formulário do instituto ou entrar em contato com o Centro de Pesquisa pelo número 11 9 1026 6996 (Whatsapp) ou 11 3896 1302 (telefone). Outras informações sobre a vacina estão disponíveis no site do estudo do Butatnan. Os voluntários não podem ter comorbidades ou usar medicamento imunossupressor, além de ter a idade estabelecida.
Para participar dos testes é obrigatória a autorização dos pais ou responsáveis. Na primeira visita presencial, tanto o adolescente quanto os acompanhantes adultos terão que assinar um termo de consentimento. O documento traz todas as regras do estudo. Nesta primeira etapa, também são feitas consultas médicas e exames laboratoriais para se constatar que o voluntário está apto a participar.
Nas etapas seguintes, o voluntário receberá a dose da vacina, que pode ser de imunizante ou de placebo. O jovem, então, será monitorado pela equipe multidisciplinar da Unidade de Pesquisa, especialmente por meio de visitas presenciais à unidade e por conversas pelo WhatsApp.
Um médico do estudo estará disponível 24 horas, por telefone, para tirar dúvidas ou apoiar com atendimentos de qualquer eventual emergência. Caso o participante apresente algum evento adverso, ele poderá receber atendimento no Emílio Ribas.
Teste
Ao todo, 750 voluntários serão acompanhados durante um ano pelos pesquisadores, em todo o Brasil. Dez centros de pesquisas no país vão testar a vacina para que ela seja submetida à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e depois distribuída para toda a população.
Os pesquisadores detalham que dois terços dos adolescentes vão receber a vacina, e um terço deles tomará placebo (substância sem qualquer efeito). Logo depois, ao final do estudo, todos aqueles voluntários que tomaram placebo serão vacinados com a vacina da chikungunya, como é destacado no site.
A equipe envolvida nos estudos tem a expectativa de que o efeito da vacina dure cerca de dez anos. Depois de aprovada, o Instituto Butantan será responsável pela fabricação do imunizante.
