![]() |
| Marco César de Paiva Aga (Republicanos) foi afastado do cargo por suspeita de participação em esquema. © Redes Sociais/Reprodução |
O prefeito Marco César de Paiva Aga, da cidade de Casa Branca, no interior do estado de São Paulo, foi preso preventivamente, na manhã desta quarta-feira (21) durante uma operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público Estadual.
Aga é do Republicanos, mesmo partido de Tarcísio de Freitas, e fez campanha para o governador eleito. O vice de Aga, Duzão Nogueira (PSD), agora está à frente da prefeitura.
As denúncias da operação Casa Limpa envolvem desde crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitações, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. As investigações indicam que uma empresa privada de saneamento teria subornado secretários municipais e prefeitos, além de outros agentes públicos, com a finalidade de ser favorecida em contratos de concessão de serviços de água e esgoto.
Além do mandado de busca a apreensão, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Santana do Parnaíba, Santos e Cubatão, todas em São Paulo, além de Poços de Caldas, em Minas.
Segundo os promotores do Gaeco, o esquema usou uma triangulação financeira, já que documentos apontam que os envolvidos indicavam contas bancárias de parentes e pessoas próximas dos agentes públicos para que fossem realizados os depósitos.
Dinheiro apreendido
![]() |
| Pelo menos R$ 401,7 mil foram encontrados em mala em casa de investigado em Casa Branca. Foto: Arquivo Pessoal |
Na casa da irmã do prefeito, que não teve a identidade divulgada, foram encontrados e apreendidos R$ 401,7 mil em dinheiro embalados dentro de uma mala. Segundo o MP, a conta dela era usada para movimentar os recursos. A ocorrência foi apresentada na delegacia de São José do Rio Pardo.
Fique bem informado! Curta a página do Jornal "O Movimento" e tenha acesso às principais notícias de Pirassununga e região.
Nota da Prefeitura:
Em nota, a prefeitura de Casa Branca informou que o contrato da Prefeitura com a concessionária de água ocorreu antes do ano de 2017, e teve como base o plano de saneamento feito na gestão anterior. “Sobretudo em relação a necessidade da ampliação de investimentos das redes de água e esgoto no município”, informa trecho da nota.
A prefeitura informou que o próprio Ministério Público Estadual, por meio do CAEx – (Centro de Apoio Operacional à Execução), considerou o contrato regular. “A Prefeitura sempre prestou informações transparentes sobre esse contrato ou quaisquer outro que venha a ser solicitado. Por isso, confia e colabora com a justiça e acredita que tudo irá se resolver o mais breve possível”, informa a prefeitura de Casa Branca.

