Cometa retorna à Terra após 50 mil anos e será visível a olho nu; saiba como acompanhar

O cometa "C/2022 E3 (ZTF)" voltará a passar pela Terra após 50.000 anos. Imagem: Justin W/Unsplash/Reprodução/jornal O Movimento

Descoberto há menos de um ano, o C/2022 E3 (ZTF) passou perto da Terra quando ela era habitada pelos neandertais e ficará visível por algumas semanas.Um cometa de cauda verde recentemente descoberto será visível pela primeira vez em 50 mil anos nesta quinta-feira (12/11) e ao longo das próximas semanas.

O cometa, chamado C/2022 E3 (ZTF), é um pequeno corpo rochoso e gelado, de apenas 1 km de diâmetro, e foi descoberto em março de 2022 pelo programa Zwicky Transient Facility (ZTF), que opera o telescópio Samuel-Oschin, do Observatório Palomar, na Califórnia.

Ele foi detectado quando passava pela órbita de Júpiter e alcançará seu periélio (ponto mais próximo do Sol) nesta quinta-feira, quando estará a uma distância de 166 milhões de km do astro.

O ponto mais próximo da Terra, a uma distância de 42 milhões de km, será alcançado no dia 1º de fevereiro, segundo os astrônomos que estudaram a trajetória do cometa.

Quando um cometa se aproxima do Sol, o gelo ao redor do núcleo dele passa para o estado gasoso, e o resultado é uma larga cauda que reflete a luz solar, conhecida pelo nome técnico de coma.

É esse rastro que poderá ser visto a partir da Terra, inicialmente no Hemisfério Norte, à medida em que o cometa for se aproximando do planeta.

A cor verde, pouco comum, possivelmente se deve à presença de carbono diatômico, em especial em torno da cabeça do cometa. O cometa brilhará com todo o seu esplendor quando estiver mais perto da Terra, o que deverá ocorrer em 1º de fevereiro.

Mesmo assim, será menos espetacular que os cometas de Hale-Bopp (1997) ou o Neowise (2020), que eram muito maiores.

Melhor período de observação
Com um bom par de binóculos, ou até mesmo a olho nu, o cometa poderá ser visto à noite, desde que o céu esteja limpo e sem poluição luminosa.

No Hemisfério Norte, o melhor período para a observação será no fim de semana dos dias 21 e 22 de janeiro e na semana seguinte, quando o cometa passará pelas constelações da Ursa Menor e da Ursa Maior.

Depois poderá ser visto no Hemisfério Sul, tendo sua melhor visibilidade no início de fevereiro, antes de voltar para os confins do Sistema Solar.

Os astrônomos acreditam que o corpo rochoso venha da nuvem de Oort, localizada a quase um ano-luz do Sol. Nesta passagem, os pesquisadores pretendem estudar a composição do cometa com auxílio do Telescópio Espacial James Webb (JWST).
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