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| Todas as vacinas aplicadas no Brasil passaram por testes de segurança. Pedro Gontijo/Imprensa MG |
O Ministério da Saúde anunciou, na última quinta-feira (26), como deve ocorrer a campanha nacional de vacinação contra a covid-19 neste ano. Segundo a pasta, a partir de 27 de fevereiro, os brasileiros com mais de 70 anos vão começar a receber a vacina bivalente, desenvolvida pela farmacêutica norte-americana Pfizer. O novo imunizante será somente aplicado como dose de reforço.
Vale explicar que as vacinas bivalentes representam a última geração de imunizantes contra a covid-19 no mundo. Isso porque imunizam o indivíduo contra a cepa original do coronavírus SARS-CoV-2 — aquela identificada pela primeira vez na cidade chinesa de Wuhan. Só que, além disso, protege contra as descendentes da variante Ômicron, hoje, predominantes no Brasil, como a BQ.1 e a BA.5.
Para coordenar o novo momento da vacinação contra a covid-19 no Brasil, as autoridades de saúde dividiram o acesso à vacina bivalente em cinco fases:
- Fase 1: a vacina bivalente estará disponível para pessoas com 70 anos ou mais (idosos). Além disso, poderão ser imunizados indivíduos imunocomprometidas ou que vivem em instituições de longa permanência (ILP) e membros de comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas;
- Fase 2: o imunizante poderá ser aplicado em pessoas com mais de 60 anos;
- Fase 3: a vacina estará disponível para gestantes e puérperas, independente da idade;
- Fase 4: o imunizante estará disponível para os profissionais da saúde.
O objetivo do Ministério da Saúde é que pelo menos 90% da população alvo esteja imunizada até o final da campanha — o que será um grande desafio, considerando a baixa adesão no país das doses de reforço. Por enquanto, não foram divulgadas as datas exatas de cada fase, exceto da primeira.
Qual é o esquema vacinal recomendado pelo Ministério da Saúde?
Com a nova decisão do Ministério da Saúde, todas as pessoas dos grupos prioritários serão imunizadas com as doses bivalentes da vacina contra a covid-19 — a exceção valerá apenas para aqueles indivíduos que não completaram o esquema primário (duas doses), liberado desde 2021 no Brasil.
Vale observar que, antes de ir até a Unidade Básica de Saúde (UBS) para receber o reforço da vacina, a recomendação é checar, através do telefone ou das redes sociais, se a unidade da sua região tem no estoque a vacina bivalente. A medida é importante, porque prefeituras podem ter calendários e esquemas diferentes da orientação geral por diversos motivos.
