Maior serial killer do Brasil, Pedrinho Matador é assassinado em SP

Pedrinho Matador foi condenado a mais de 400 anos de prisão por 71 crimes. Foto: José Patrício/Estadão Conteúdo

Conhecido como o maior serial killer do Brasil, Pedro Rodrigues Filho, o Pedrinho Matador (foto), foi assassinato a tiros na manhã deste domingo (5) em uma rua de Mogi das Cruzes, na região metropolitana de São Paulo.

De acordo com relatos, os disparos teriam partido de pessoas encapuzadas que saíram de um carro e efetuaram os disparos.

Pedrinho Matador foi condenado a 400 anos de cadeia por 71 homicídios. Ele mesmo alegava ter matado mais de 100 pessoas. Como passou boa parte da vida em presídios, a maioria de suas vítimas era outros detentos.

Na cadeia, ele era reverenciado como o maior homicida do sistema prisional, onde entrou em 1973, quando tinha 19 anos, e só saiu em 2007.

Em entrevista ao podcast Flow Verso, em 2021, o serial killer relatou que cortou e mastigou o coração do próprio pai, depois que ele matou sua mãe. Disse ainda que seu primeiro crime foi jogar o próprio primo em um moedor de cana.

Pedrinho Matador foi alvejado por criminosos que passaram disparando de dentro de um carro © Redes Sociais

Pedrinho Matador mantinha um canal no YouTube e outro no TikTok, sob o nome @pedrinhoexmatador, em que mostrava sua rotina aparentemente pacata. Em seu último registro no TikTok, publicado nesse sábado (4), ele aparece jogando sinuca com os amigos.

Quem era Pedrinho Matador

Nascido em Santa Rita do Sapucai, no Sul de Minas, Pedrinho Matador cometeu o primeiro assassinato aos 13 anos, quando brigou com um primo e o empurrou para uma moedora de cana. Aos 14, matou o vice-prefeito de sua cidade, que havia acusado seu pai de furtar merenda escolar.

Pedrinho acusou o pai de ter matado a mãe e assassinou o homem na prisão. Ele dizia que matava somente pessoas que considerava ruins. 

Especialista em criminologia e autora do livro “Serial Killers: Made in Brazil”, Ilana Casoy afirma que Pedrinho não é um justiceiro, mas um vingador, por matar aqueles que ele considera como o que há de pior na sociedade.

“Quando alguém desobedece o código de ética dele, ele tem soluções muito próprias e que não seguem a lei. Acaba exercendo fascínio nas pessoas. É reflexo de uma sociedade que a gente tem, de um país onde só 10% dos homicídios são resolvidos ”, diz Ilana.

“O problema é que as vítimas de Pedrinho não tiveram direito a um advogado, como ele teve”, completa. A criminóloga entrevistou Pedrinho e diz que o que mais chamou sua atenção foi a alegria, desenvoltura e inteligência dele. “Muito claro e direto. Não se esconde atrás de nenhuma fala imprecisa. Apesar dos crimes, existe uma pessoa, que é o Pedro”.
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