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| Vírus é o causador da bronquiolite e leva riscos aos pequenos; crianças gripadas devem evitar ir para a escola. © Portal Fiocruz |
Os casos de internações de crianças causados pelo vírus sincicial respiratório teve aumento expressivo em ao menos 15 estados brasileiros, incluindo São Paulo, alerta a Fiocruz em seu boletim InfoGripe. O vírus causa sintomas leves de gripe em adultos, mas pode evoluir para bronquiolite em crianças e principalmente em bebês de até seis meses de idade.
A análise tem com base os dados do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, do Ministério da Saúde, até o dia 27 de março e é referente à Semana Epidemiológica 12, período de 19 a 25 de março.
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Os casos em crianças vinham crescendo desde fevereiro, alta que ganhou força com o retorno às aulas dos pequenos. A tendência na maior parte do país é que as internações continuem subindo nas próximas três semanas. A chegada do frio é outro fator que favorece a disseminação do vírus, já que a população passa mais tempo em ambientes fechados.
O quadro [de bronquiolite] costuma ser mais grave em bebês menores de 1 ano e, especificamente nos menores de 6 meses, a atenção deve ser maior. Uma característica importante é que no terceiro dia de evolução ocorre piora do quadro
Paulo Telles, pediatra da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).
O pesquisador e coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, recomenda que, se a criança estiver com sinal de infecção respiratória, o ideal é não enviar para a escola ou creche. "Assim, podemos tentar frear a disseminação de vírus respiratórios em crianças". Gomes sublinha ainda que, até o hoje, o país registra um percentual muito grande de crianças que não foram vacinadas contra a Covid-19.
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"Por isso, é importante que os responsáveis lembrem que, por mais que a Covid-19 afete com maior intensidade a população adulta, os pequenos não vacinados também correm um risco importante. Então, a melhor forma de proteger é tomar vacina e usar boas máscaras, especialmente, quem está com sinal de infecção respiratória ou quem vive com alguém que faz parte do grupo de risco", reforça.
Veja alguns sintomas das doenças respiratórias:
- Gripe: causada pelo vírus Influenza, tem início que costuma ser súbito, acompanhado de febre e sintomas generalizados, como dor no corpo e mal-estar. Pode vir acompanhada de dor de garganta, tosse e coriza e pode evoluir para quadros de insuficiência respiratória
- Resfriado: causado por vírus como rinovírus, adenovírus, coronavírus. “Aliás, a família do coronavírus é a segunda maior causa de resfriados”, conta Paulo Telles, pediatra da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria). Quadro mais insidioso, com pouco comprometimento do estado geral e mais sintomas respiratórios como coriza, congestão nasal e tosse.
- Bronquiolite: causado por vírus, como vírus sincicial respiratório e rinovírus. O início é parecido com resfriado, podendo evoluir para comprometimento pulmonar, resultando em broncoespasmo - chiado e, às vezes, em dificuldade para respirar
- Covid-19: os sintomas são inespecíficos, como febre, tosse, dor de garganta. Algumas crianças apresentam dor abdominal e diarreia. Diferentemente dos adultos, que relatam perda de olfato e paladar, em crianças, principalmente as menores, esse dado fica mais restrito.
- Rinite: quadro alérgico com fatores desencadeantes de acordo com cada paciente, como poeira, mudanças climáticas e contato com animais. Não tem febre ou comprometimento do estado geral.
- Sinusite: quadro infeccioso que pode ser viral ou bacteriano. Costuma ocorrer após quadro arrastado de resfriado ou de uma crise mais importante de rinite. Dentre os sintomas, temos tosse por períodos prolongados, principalmente à noite, onde ocorre gotejamento de secreção por trás da garganta, gerando irritação. A avaliação médica irá determinar a necessidade ou não de uso de antibióticos
Alta da Covid-19
Nos adultos, a preocupação continua sendo o crescimento de internações por Covid-19, com risco muito maior para aqueles que em atraso com a vacinação ou que sequer tomaram a primeira dose da vacina contra a doença. Até o momento, esta tendência pode ser observada em 10 estados, incluindo São Paulo.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos com o resultado positivo para vírus respiratórios foi de 3,3% para influenza A; 3,7% para influenza B; 36,2% para VSR (vírus sincicial respiratório); e 46,2% para Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos foi de 4,6% para influenza A; 3,6% para influenza B; 6,1% para VSR (vírus sincicial respiratório); e 82,7% para Sars-CoV-2 (Covid-19).
