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| A categoria reivindica melhores condições de trabalho e repasses mais altos nas tarifas das corridas. © Uber/Reprodução |
Os motoristas de aplicativo de Pirassununga, e de todo o País prometem paralização na próxima segunda-feira (15), em protesto pela defasagem dos valores das corridas repassados pelas empresas. A paralisação está sendo convocada pela Federação dos Motoristas de Aplicativos do Brasil (Fembrapp) e pela Associação dos Motoristas de Aplicativos de São Paulo (Amasp).
No chamamento para a paralisação, a categoria pede o reajuste do valor mínimo da corrida, hoje em R$ 5,87, para R$ 10. O grupo solicita também que o valor do quilômetro rodado, hoje entre R$ 1,19 e R$ 2, também seja reajustado em R$ 2. Outro ponto é a cobrança de um adicional por cada parada solicitada durante a corrida. A categoria demanda ainda uma regulamentação da atividade.
De acordo com o comunicado das entidades, anunciando a paralisação, houve inúmeras tentativas de negociação com as empresas de aplicativos, mas não foram bem sucedidas. "Vimos a necessidade de realizar a paralisação na tentativa de termos nossas reivindicações atendidas", diz o informe.
Eduardo Lima de Souza, presidente da Amasp e diretor da Fembrapp, lembra que os usuários de transporte por aplicativo poderão ter dificuldades de usar esse meio de transporte na próxima segunda-feira, com cancelamento de corridas, aumento do tempo de espera e valor do deslocamento. "Estamos avisando, pois não queremos que os usuários sejam surpreendidos."
A expectativa é de 70% de adesão da classe em todo o Brasil, onde existem mais de 2 milhões de motoristas autônomos ativos. Somente em São Paulo, são 36,7 mil.
A reportagem do jornal "O Movimento" entrou em contato com as empresas UBER e 99, mas até o fechamento da matéria ainda não teve o retorno. A publicação será atualizada com as respostas.
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