| Plenário da Câmara Municipal de Pirassununga — Foto: Toni Oliveira / jornal O Movimento |
Em sessão extraordinária convocada para esta quarta-feira (6), que durou cerca de seis horas, a Câmara Municipal rejeitou a cassação do prefeito afastado, Dr. José Carlos Mantovani (PP), proposta por uma comissão processante do próprio Legislativo, que apurou a denúncia de suposto crime de corrupção.
Com o plenário lotado e sob esquema de segurança montado pela Guarda Civil Municipal, a sessão foi instalada às 10 horas e só terminou por volta das 16 horas, após a votação dos vereadores.
| José Carlos Mantovani (PP), prefeito afastado de Pirassununga — Foto: Toni Oliveira / jornal O Movimento |
Segundo a Câmara Municipal, o pedido de impeachment foi protocolado pelo cidadão, Odirley Montesino. Veja como votou cada vereador:
A favor da cassação: Carlos Luiz de Deus (PP), o Carlinhos, Wellington Cintra (Republicanos), Sandra Vadalá (Pode), Mirelle Bueno (PDT), Vitor Naressi (União Brasil) e Luciana Batista (Republicanos), a Luciana do Léssio.
Contra a cassação: César Ramos da Costa (PSD), o Cesinha, João Henrique Trevillato Sundfeld (PSD), o João do Sal Filho, Natal Furlan (PSD) e Paulo Sérgio Soares da Silva (DEM), o Paulinho do Mercado.
Seriam necessários sete dos 10 votos para cassar o mandato do prefeito. Com isso o prefeito afastado se livra da cassação e a denúncia é arquivada na Câmara.| Plenário da Câmara Municipal de Pirassununga — Foto: Toni Oliveira / jornal O Movimento |
Em 4 de dezembro de 2023 a Câmara Municipal aprovou um pedido de impeachment do prefeito afastado. Na ocasião a Comissão Processante recebeu a totalidade dos votos dos vereadores.
Operação Calliphora
Mantovani também é alvo de investigações pelo Gaeco do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPE-SP). Ele, e dois secretários municipais, Luiz Carlos Montagnero Filho (Governo) e Marcos Alecsandro de Oliveira Moraes (Agricultura), foram afastados de seus cargos, por ordem do Tribunal de Justiça, por suspeitas de fraudes em licitações em contratos de serviços de limpeza urbana e corrupção passiva.
Além do prefeito e dos secretários, também foram afastados de seus respectivos cargos o superintendente do Departamento de Águas e Esgoto de Pirassununga (Saerp), Jeferson Ricardo do Couto, e a pregoeira do setor de licitações Dercilene dos Santos Magalhães.
| Foto: Toni Oliveira/jornal O Movimento |
Além do prefeito e dos secretários, também foram afastados de seus respectivos cargos o superintendente do Departamento de Águas e Esgoto de Pirassununga (Saerp), Jeferson Ricardo do Couto, e a pregoeira do setor de licitações Dercilene dos Santos Magalhães.
O que investiga a operação?
De acordo com as investigações, a empresa privada de limpeza pública THV teria subornado a prefeitura para ser favorecida em contratos que chegam a R$ 30 milhões.
A promotoria apurou que parte do repasse teria acontecido com a participação de terceirizados da empresa e contas bancárias de parentes ou pessoas indicadas pelos agentes públicos.
VEJA TAMBEM: Concurso Público Saep Pirassununga SP tem inscrições abertas
.